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:: Iluminado por Pedro às 23h50
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Acabou o espaço aqui, vou fazer outro blog e já deixo o endereço.

Abraços

:: Iluminado por Pedro às 16h25
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Esgotou aqui, limite de bytes.

:: Iluminado por Pedro às 03h31
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Este jardim não corre
Este jardim não morre
Ai, que tédio...

:: Iluminado por Pedro às 17h50
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O amor é...
 
O amor é como um pardal
 Brinca na terra e voa
O amor é como um vendaval
Revolve o ar atôa
 
O amor é como uma bomba
Que ao se armar detona
 E espalha um raio fatal
Que nunca nos abandona
 
O amor é um lugar escuro
Qualquer passo é inseguro
O amor é como o mar profundo
 Somente Deus conhece o fundo
 
 O amor é assim
 Vai-se o sonho, vem o fim
O amor é o fim
 Nem mesmo eu sobrei pra mim.
 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 00h47
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Esses dias fui procurar antigos corações que batem dentro do meu.
Encontrei alguns, outros não.
Os que não encontrei continuam ecoando sentimentos doces em mim, e os que pude reencontrar calaram o meu.
Deixei assim.
O silêncio tomando conta da saudade.
 Somos todos tão parecidos ,
 todas as cores da nossas vidas estampadas nos outdoors de nossos espíritos,
 matizes em luz e sombras, tantas tonalidades nos corações que revi...
Haja ansiedade.
 Beijos, fiquem bem!

:: Iluminado por Pedro às 03h47
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Morto-vivo
 
Jazia morto-vivo em uma cama de estrelas,
 Sob uma galáxia de mil sonhos,
 Enquanto passava minha juventude,
Inerte,
Por entre as brumas da descrença.
Tal qual estátua de ouro
A repousar sob ruínas,
Meu corpo era um imenso lago
 Sem movimento,
Ao sabor da brisas,
 Ao desabor dos anos
 Que me tomava a vida.
Dentro de mim uma consciência adormecida
Chorava as gotas do tempo,
Que caiam amorfas
Nas veias inúteis de um coração que batia,
 Mas não sabia porque...
 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 04h09
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BRILHO DE PALCO
 
Brilho de palco
Homens famosos voam
Rio do falso
Das borboletas em volta
 
Camarins iludidos
Outros tantos o tentam
Pontos (será que não sabem?)perdidos
Nos obscuros segredos da arte
 
E cantam canções de saudade
Mesmo aqueles que nuncam foram
E vão a pé pela cidade
Pintados eternamente de palhaços
 
E outros olham e choram
Talvez os tempos tenham passado
Já não mais imploram
Vivem apenas
 
 E desse pouco
 Compreendem, embora tarde
O louco
 Que habitava suas almas
 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 03h20
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IMPOSSÍVEL SIM

Mulher é ser como você,
Mulher é entre saber e não.
Algo entre cervo e leão,
Assim como dizer nem tudo...
Mulher é mistério e luz,
Mulher é seduzir quando sim,
Acima de tudo mulher,
Assim como você quiser...
Sem palavras na minha, curvo-me à sua boca,
Algo perto de não sem deixar de sim.
Como se eu fosse seu e você tudo...
Me faz sujo igual a todos,
Mau, infiel, pueril.
Faz que eu espere seus passos,
Deseje seus braços e duvide de mim.
Faz tão coragem, tão medo,
Minhas noites tão curtas e dias inúteis,
De horas sem fim.
Meus minutos morrendo como germes em alcool,
Seu alcool de impossível sim.
Tentando seus olhos me flagro acuado,
Qual bicho na espreita de caça.
Bicho sem jaula e tão preso aos seu lábios,
Que me move a alma, mas foge de mim.
Mulher, mistério e luz,
Mulher, seduzir quando sim,
Acima de tudo mulher,
Assim como você quiser...

Pedro Romcy
João Augusto

:: Iluminado por Pedro às 04h18
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OS GIRASSóIS JÁ MORRERAM


Os girassóis já morreram,
Imensas planícies inundam de nada
O final da tua vista,
Montes de lixo escorregam ao sabor dos ventos,
Que vão para o oeste juntarem-se ao crepúsculo
 Nos campos da morte.
Os girassóis já morreram,
Jáz em terra infértil suas sementes,
Seus sêmens, suas mentes separadas.
Postes de cimento são cruzes sem crença,
 À lhes marcarem as tumbas asfálticas,
Em que deitam, desesperadas, suas últimas folhas.
Os girassóis já morreram,
E morreram com eles nossas glórias,
 A cidade e sua glória,
A guerra e sua glória,
E todas as inglórias glórias dos homens sem nome,
Que já morreram também.
Os girassóis já morreram,
E além de você,
Não existe mais vida...

Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 02h41
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UM RETRATO
 
Eu falo da solidão de ver-te cansada
De um amparar-te impossível
Da mão a quase alcançar-te, invisível
Da ilusão a falar-te calada
 
Eu falo do teu olhar meio perdido
Do teu silêncio quase palavras
Dos teus seios, terras lavradas
Do meu amor quase escondido
 
 Eu falo de ti como fosse minha
 Do sonho de ti, abstrato
Da vida sem ti, um retrato
Da morte, uma luz que se apaga sozinha...

 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 00h40
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ESCUTE
 
 Escute,
 O tempo passa, o carro passa,
 E de passagem a vida vai,
E se pode até escutar o ranger dos anos.
Então, escute,
Entre a porta e a fumaça da casa que queima,
Farfalha as folhas de velhas escritas
Que jogamos fora, para o futuro,
Os móveis estão gravados, escute...
 São palavras, sussurros do tempo,
Ditas antes de compreendermos as vozes do silêncio,
(Que não ouvimos mais...)
Escute,
As folhas do outono caem sem barulho,
Caem as pálpebras, os desejos,
Invernos inteiros esfriam as asas dos aviões,
Que caem,
E os homens vão, meio sem jeito,
Olhando patéticos os minutos passarem.
 Por favor, escute,
 Como se fosse o último dos sons,
A eternidade, sábia, vai e vem,
Como as linhas férreas
 Cicatrizando a terra; e passa,
 Num adeus pela janela ao universo.
 E nós, perenes,
Passamos sem saber dos longínquos Deuses do Olimpo,
Sem saber do distante Deus da nossa infância,
Sem escutar o tilintar das luzes no céu,
Sem ouvir as ocultas palavras do amor.
Escute,
Tua voz, e a minha, nos chama...
 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 23h32
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TEU SORRISO
 
Teu sorriso é um lugar desconhecido
Síntese das cores
Arco sem fim
Ponte dos sonhos
 
Teu sorriso é um mundo a parte
Madrepérola mística
 Poço sem fundo
 De felicidade eterna
 
Teu sorriso é como um dia infinito
Que vai indolente ao fim dos tempos
Plantando, feliz, imagens doces
Em tristes corações que passam...
 
Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 02h23
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ERA DISTANTE UM OUTRO CAMINHO
 
Era distante um outro caminho
Fazia-se longe o pôr de um dia
Navegava-se a noite fria
 Sonhando-se sózinho
 
Estava o reino em noite escura
Pensava-se no fim do mundo
Tinham as pessoas, no fundo
O medo mórbido da rua
 
 Fazia-se triste o luar daquela terra
Sem namorados e segredos
 Podia-se contar nos dedos
 Os sorrisos que ainda tinha
 
Era distante um outro caminho
Estava próximo o fim da vida
Chorava-se a ilusão perdida
Morrendo-se sózinho
 
 Pedro Romcy

:: Iluminado por Pedro às 01h33
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LUZ E SOMBRAS




BRASIL , Sudeste , Homem , de 36 a 45 anos , Arte e cultura

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